13 de fevereiro: início da semana de Arte Moderna de 1922
A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas européias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.
Participações e como foi
Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados em nosso país, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido.
No Brasil, o descontentamento com o estilo anterior foi bem mais explorado no campo da literatura, com maior ênfase na poesia. Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Na pintura, destacou-se Anita Malfatti, que realizou a primeira exposição modernista brasileira em 1917. Suas obras, influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo, escandalizaram a sociedade da época. Monteiro Lobato não poupou críticas à pintora, contudo, este episódio serviu como incentivo para a realização da Semana de Arte Moderna.
A Semana, na verdade, foi a explosão de idéias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com este propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado pela platéia através de muitas vaias e gritos.
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a expandir-se por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também pelos seguintes movimentos: Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e pelo Movimento Antropofágico.
Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a principio, chocou por fugir completamente da estética européia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.
Curiosidades sobre a Semana de Arte Moderna:
- Durante a leitura do poema "Os Sapos", de Manuel Bandeira, o público presente no Teatro Municipal fez coro e atrapalhou a leitura, mostrando desta forma a desaprovação.
- No dia 17 de fevereiro, Villa-Lobos fez uma apresentação musical. Entrou no palco calçando num pé um sapato e em outro um chinelo. O público vaiou, pois considerou a atitude futurista e desrespeitosa. Depois, foi esclarecido que Villa-Lobos entrou desta forma, pois estava com um calo no pé.
Participações e como foi
Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados em nosso país, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido.
No Brasil, o descontentamento com o estilo anterior foi bem mais explorado no campo da literatura, com maior ênfase na poesia. Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Na pintura, destacou-se Anita Malfatti, que realizou a primeira exposição modernista brasileira em 1917. Suas obras, influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo, escandalizaram a sociedade da época. Monteiro Lobato não poupou críticas à pintora, contudo, este episódio serviu como incentivo para a realização da Semana de Arte Moderna.
A Semana, na verdade, foi a explosão de idéias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com este propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado pela platéia através de muitas vaias e gritos.
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a expandir-se por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também pelos seguintes movimentos: Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e pelo Movimento Antropofágico.
Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a principio, chocou por fugir completamente da estética européia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.
Curiosidades sobre a Semana de Arte Moderna:
- Durante a leitura do poema "Os Sapos", de Manuel Bandeira, o público presente no Teatro Municipal fez coro e atrapalhou a leitura, mostrando desta forma a desaprovação.
- No dia 17 de fevereiro, Villa-Lobos fez uma apresentação musical. Entrou no palco calçando num pé um sapato e em outro um chinelo. O público vaiou, pois considerou a atitude futurista e desrespeitosa. Depois, foi esclarecido que Villa-Lobos entrou desta forma, pois estava com um calo no pé.
9 de fevereiro é Dia do Frevo

O Frevo surgiu na cidade do Recife, no final do século XIX.
A palavra frevo vem de ferver, que o povo falava “frever”, que virou sinônimo de grande aglomeração das massas populares.
A palavra frevo foi utilizada pela primeira vez no Jornal Pequeno, do Recife, em 09 de fevereiro de 1907. Daí, a data comorativa.
A sua principal característica está no ritmo extremamente acelerado. É tradicional no carnaval, sendo que eram comuns, inclusive, conflitos entre blocos de frevo, nos quais capoeiristas intimidavam blocos rivais, para proteger seu grupo.
Juntando a capoeira com ritmo do frevo, a dança foi evoluindo.
As sombrinhas coloridas, neste contexto, seriam uma estilização das que era usadas, inicialmente, como "armas" de defesa dos passistas, remetendo à luta, resistência e camuflagem, que vieram dos capoeiristas, que usavam porretes e cabos de guarda-chuvas.
Para se impor e zelar pelo forte nacionalismo, no período da Revolução Pernambucana deu-se a representação da vontade de independência e da luta, através da dança do frevo.
A dança pode ser de duas formas: Quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos de forma acrobática. São 120 passos catalogados.
7 de fevereiro - Dia do profissional gráfico

O dia 7 de fevereiro é eleito como o dia nacional do profissional gráfico, um dia que homenageia a todos os envolvidos na indústria gráfica.
Por que no dia 7? - Em 7 de fevereiro de 1923 – São Paulo – profissionais deste ramo reivindicaram melhores condições de trabalho e salários mais justos. Foi um movimento muito bem sucedido e marcou a base sindical do país. O movimento foi liderado por João da Costa Pimenta.
Por sinal, ” João ” é um nome bem influente no setor gráfico.
A maior demonstração disto é coincidir com o nome do inventor da impresão gráfica, Johannes Gutenberg, o primeiro a publicar a tradução da Bíblia.
Com a invenção de Gutenberg, a imprensa expandiu-se e ganhou voz e influência, uma vez que, assim a produção em larga escala foi possível.
O dia do gráfico é um dia a se comemorar o progresso da humanidade, sem esquecer o seu retrocesso, mas alimentando a esperança de novas batalhas e conquistas.
1 de Fevereiro - Dia do Publicitário
A publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de ideias associadas a empresas, produtos ou serviços, especificamente, propaganda comercial.
Publicidade é um termo que pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam esta difusão comercial de produtos, em especial atividades como o planejamento, criação, produção e veiculação de peças publicitárias. Pode-se traçar a história da publicidade desde a antiguidade. Foi, porém, após a Revolução Francesa (1789), que a publicidade iniciou a trajetória que a levaria até o seu estágio atual de importância e desenvolvimento.
Hoje, todas as atividades humanas se beneficiam como o uso da publicidade: Profissionais liberais, como médicos, engenheiros, divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam suas exposições, seus discos, seus livros, etc…, a própria ciência vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo suas descobertas e seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet e outros.
Publicidade é um termo que pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam esta difusão comercial de produtos, em especial atividades como o planejamento, criação, produção e veiculação de peças publicitárias. Pode-se traçar a história da publicidade desde a antiguidade. Foi, porém, após a Revolução Francesa (1789), que a publicidade iniciou a trajetória que a levaria até o seu estágio atual de importância e desenvolvimento.
Hoje, todas as atividades humanas se beneficiam como o uso da publicidade: Profissionais liberais, como médicos, engenheiros, divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam suas exposições, seus discos, seus livros, etc…, a própria ciência vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo suas descobertas e seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet e outros.
ELEVAÇÃO DO BRASIL A VICE REINO - 27 DE JANEIRO (1763)
Em 1763 a Cidade do Rio de Janeiro foi elevada à categoria de capital. Aos 19 de outubro do mesmo ano, tomou posse o vice-rei Conde da Cunha. Findava-se assim o período dos Governos-Gerais.
A expansão comercial e militar da cidade já estava acontecendo durante toda a primeira metade do Século, com o crescimento de seu papel administrativo.
De Salvador para o Rio de Janeiro - Com a mudança da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763 e consequente posse do vice-rei Conde da Cunha, teria fim o período dos governos gerais. A instalação do vice reino do Brasil no Rio, não necessitou de muitas modificações, pois a cidade já vinha crescendo aos poucos e se adaptando para o novo papel.
A essa altura o cargo de vice-rei seria mais honorifico do que efetivo, tendo em vista que sua autoridade não era total sobre a colônia portuguesa, que tinha Lisboa como o verdadeiro centro do poder.
FELIZ DIA DO CARTEIRO(A), 25 DE JANEIRO
O SINTAPPI/PE parabeniza todos os carteiros (as) que são o símbolo de identidade dos Correios junto à sociedade. São eles os responsáveis pela entrega de objetos postais diariamente aos lares brasileiros, chova ou faça sol e sempre com muita cordialidade, dedicação e simpatia. Parabéns, carteiros de Pernambuco!
24 de Janeiro: Dia Nacional do Aposentado
Em 24 de janeiro, comemora-se o Dia Nacional do Aposentado – a data foi escolhida porque nesse mesmo dia, em 1923, ocorreu a assinatura da Lei Eloy Chaves, criando, na época, a caixa de aposentadorias e pensões para os empregados de todas as empresas privadas das estradas de ferro. É o marco histórico da Previdência Social, que até então atendia apenas os funcionários do governo federal.
Hoje, infelizmente, não há muito para festejarr. Nossas regras sociais são torpes, abrigam injustiças e privilégios, criam cidadãos de várias classes, como se fossem castas.
Na carreira estatal, há uma disparidade intolerável entre os maiores e os menores salários, uma flagrante injustiça social que nenhum governo na História deste país jamais se preocupou em corrigir. Por que um servidor público, seja de categoria for, pode ganhar cerca de 40 vezes mais do outro?
Pois na carreira da vida privada, é pior ainda. Por mais alto que seja o salário, ele inevitavelmente cai para o limite de R$ 3,6 mil mensais, quando da aposentadoria. Por isso, lembremos o genial humorista e pensador Aporelly, o Barão de Itararé, que disse da tribuna da Câmara de Vereadores do Rio, ao ser cassado na ditadura de Vargas: “Deixo a vida pública para entrar na privada”. Sábias palavras.
Hoje, os aposentados sofrem. A imensa maioria ganha um salário mínimo. Os aposentados do serviço público seguem contribuindo, sofrendo descontos ilegais. E os aposentados da vida privada voltam a pagar se continuaram trabalhando, o que também é ilegal.
Mas nesse contexto, há também quem acumule as mais diferentes remunerações, embora a Constituição Cidadã, de 1988, ainda em vigor, tenha tentado coibir esses privilégios. Mas isso é assunto para outra reflexão, que envolva também as aposentadorias de ex-presidentes e governadores.
Hoje, infelizmente, não há muito para festejarr. Nossas regras sociais são torpes, abrigam injustiças e privilégios, criam cidadãos de várias classes, como se fossem castas.
Na carreira estatal, há uma disparidade intolerável entre os maiores e os menores salários, uma flagrante injustiça social que nenhum governo na História deste país jamais se preocupou em corrigir. Por que um servidor público, seja de categoria for, pode ganhar cerca de 40 vezes mais do outro?
Pois na carreira da vida privada, é pior ainda. Por mais alto que seja o salário, ele inevitavelmente cai para o limite de R$ 3,6 mil mensais, quando da aposentadoria. Por isso, lembremos o genial humorista e pensador Aporelly, o Barão de Itararé, que disse da tribuna da Câmara de Vereadores do Rio, ao ser cassado na ditadura de Vargas: “Deixo a vida pública para entrar na privada”. Sábias palavras.
Hoje, os aposentados sofrem. A imensa maioria ganha um salário mínimo. Os aposentados do serviço público seguem contribuindo, sofrendo descontos ilegais. E os aposentados da vida privada voltam a pagar se continuaram trabalhando, o que também é ilegal.
Mas nesse contexto, há também quem acumule as mais diferentes remunerações, embora a Constituição Cidadã, de 1988, ainda em vigor, tenha tentado coibir esses privilégios. Mas isso é assunto para outra reflexão, que envolva também as aposentadorias de ex-presidentes e governadores.
20 de janeiro: Dia do Farmacêutico

Os farmacêuticos são profissionais da saúde de tradição milenar, sucessores dos boticários, experts no uso de fármacos e medicamentos e suas consequências ao organismo humano ou animal. De uma maneira geral, podem trabalhar numa farmácia, hospital, na indústria, em laboratórios de análises clínicas, cosméticos, agricultura, prevenção de pragas, distribuição, transporte e desenvolvimento de medicamentos, entre outras funções e lugares.
Peritos no desenvolvimento, produção, manipulação, seleção e dispensação de medicamentos, este profissional, presta o trabalho de assistência farmacêutica, e pode assumir responsabilidade técnica de laboratórios de análises clínicas, distribuidoras, farmácias, etc. Podem também atuar na pesquisa e controle de qualidade de hemocomponentes e hemoderivados. Na área alimentar responsabilizam-se tecnicamente pela análise, interpretação e emissão de laudos. Com curso específico é habilitado para fazer acupuntura. No Brasil, podem exercer cerca de 71 atividades diferentes.
Na antiguidade o farmacêutico elaborava medicamentos a partir de princípios ativos presentes na natureza. Nos tempos modernos, os fármacos em sua maioria, são de origem sintética.
As crianças nos deram uma manhã inesquecível
A terça-feira 18 de outubro foi um dia especial para todos os que fazem o SINTAPPI. Dia inesquecível em que tivemos a ventura de ver a alegria e felicidade estampada no rosto das várias crianças que desfrutaram do passeio ao Game Station, promovido pelo Sindicato. Uma experiência gratificante que justifica qualquer iniciativa e esforço.
Tudo começou cedo, quando o grupo de crianças partiu da sede do Sindicato, organizado em fila e com seus bonés azuis do SINTAPPI, em direção ao Game Station. A manhã de fortes emoções começava ali. A expectativa era forte e a animação contagiava a todos os adultos responsáveis pela segurança dos meninos e meninas sorteados para viverem uma experiência que nunca esquecerão. Brinquedos eletrônicos de vários tipos, lanches, confraternização, num ambiente de lazer e aconchego que causava deslumbramento.
Foi uma primeira iniciativa, que deverá se repetir sempre que possível. Pois a direção do SINTAPPI entende que a criançada deve viver e conviver num ambiente de eterna festa e alegria. Com segurança, qualidade, afeto e atenção. Pois, como bem disse o poeta, “para isso fomos feitos: para a esperança no milagre e a participação da poesia”.
Outros passeios virão.
Acabou a greve em Suape
Terminou no dia 4 a greve dos 40 mil trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e do Polo Petroquímico, localizadas no Complexo Industrial de Suape, na cidade de Ipojuca, Região Metropolitana do Recife (RMR). O resultado das negociações realizadas entre o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Pernambuco (SINTEPAV-PE) e a classe patronal foi considerado o maior acordo trabalhista do Brasil, tendo em vista os benefícios alcançados pelos trabalhadores.
Os principais avanços dizem respeitos ao aumento salarial de 11%, reajuste de 25% no valor da cesta básica – que passa de R$ 160,00 para R$ 200,00; abono de 100% dos dias parados na greve atual; abono de 50% dos dias paralisados na greve ocorrida no mês de março; folga de campo, com redução de 120 para 90 dias trabalhados (sendo que os trabalhadores que residirem a mais de 1.000 Km do local de trabalho receberão passagens aéreas custeadas pelas empresas); eleição de delegados sindicais, além da aprovação integral de outros mais de 60 itens da pauta de reivindicações.
Os principais avanços dizem respeitos ao aumento salarial de 11%, reajuste de 25% no valor da cesta básica – que passa de R$ 160,00 para R$ 200,00; abono de 100% dos dias parados na greve atual; abono de 50% dos dias paralisados na greve ocorrida no mês de março; folga de campo, com redução de 120 para 90 dias trabalhados (sendo que os trabalhadores que residirem a mais de 1.000 Km do local de trabalho receberão passagens aéreas custeadas pelas empresas); eleição de delegados sindicais, além da aprovação integral de outros mais de 60 itens da pauta de reivindicações.
Trabalhadores de SUAPE decretam GREVE GERAL no complexo
Cerca de 40 mil trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e do Polo Petroquímico de Suape suspenderam os trabalhos após a realização de Assembleia Geral onde foi decretada greve geral no complexo industrial. Os trabalhadoires recusaram as propostas apresentadas pelo patronato (10% de aumento salarial, reajuste da cesta básicca de R$ 160,00 para R$ 180,00 e folga de campo de cinco dias úteis para cada 90 dias trabalhados). O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada de Pernambuco (SINTEPAV-PE) defende 15% de aumento, cesta básica de R$ 300,00, além do abono dos dias parados durante a greve ocorrida, em março. Este último item está sob análise das empresas, que prometem responder amanhã.
De acordo com o presidente do SINTEPAV-PE, Aldo Amaral, as propostas apresentadas pelas empresas ao deixaram outra alternativa para os trabalhadores. "Nós já sabíamos que do jeito que estava não tinha condições de passar. Eles foram avisados. Estamos negociando há mais de 15 dias e praticamente não houve avanços. Agora é esperar que eles se sensibilizem e tragam uma proposta que atenda os anseios dos trabalhadores", afirmou.
Fonte: SINTEPAV/PE
De acordo com o presidente do SINTEPAV-PE, Aldo Amaral, as propostas apresentadas pelas empresas ao deixaram outra alternativa para os trabalhadores. "Nós já sabíamos que do jeito que estava não tinha condições de passar. Eles foram avisados. Estamos negociando há mais de 15 dias e praticamente não houve avanços. Agora é esperar que eles se sensibilizem e tragam uma proposta que atenda os anseios dos trabalhadores", afirmou.
Fonte: SINTEPAV/PE
Tic-Tac! Tic-Tac! BUM?
O professor Carlos Lessa vem avisando há tempos que o nível de
endividamento das famílias brasileiras está colocando a economia em risco,
hoje praticamente a metade dos componentes da “nova classe média” que
se endividaram comprando até automóveis para pagar em seis anos (!),
empréstimos consignados e outras “benesses” estão tendo dificuldades
crescentes para honrar as contas e o nível de inadimplência começa a
assustar. Nas últimas semanas o fato tem chamado a atenção da imprensa
internacional, publicações como The Economist, Financial
Times e agora a BBC, leia:
“BBC vê riscos de bolha estourar no Brasil”, causando desaceleração da
economia. O site da BBC publicou esta semana que “já começam a crescer
as vozes divergentes que alertam sobre possíveis estouros de bolhas que
levem a uma desaceleração no Brasil”. O analista Neil Shearing disse que
“fundamentalmente, o ritmo e a natureza do crescimento brasileiro não são
sustentáveis”. “Entre os pontos de vulnerabilidade da economia brasileira
apontados por analistas estão questões como a expansão do crédito com
juros altos, a sobrevalorização do real, os riscos de inflação, o alto preço
das commodities e a valorização excessiva no mercado imobiliário nas
grandes cidades brasileiras” – mencionou a BBC. “O estouro da bolha de
crédito deve ser bastante grave e levar a economia a uma desaceleração”, analisou Amit Rajpal, do fundo de investimentos Marshall Wace. Em
artigo para o Financial Times, Rajpal e Paul Marhsall, diretor de
investimentos, alertam para o risco de uma crise no setor de crédito no
Brasil, citando um aumento dos gastos proporcionais das famílias
brasileiras com o pagamento de suas dívidas e a perspectiva de aumento
dessa proporção por conta dos juros em alta.”
endividamento das famílias brasileiras está colocando a economia em risco,
hoje praticamente a metade dos componentes da “nova classe média” que
se endividaram comprando até automóveis para pagar em seis anos (!),
empréstimos consignados e outras “benesses” estão tendo dificuldades
crescentes para honrar as contas e o nível de inadimplência começa a
assustar. Nas últimas semanas o fato tem chamado a atenção da imprensa
internacional, publicações como The Economist, Financial
Times e agora a BBC, leia:
“BBC vê riscos de bolha estourar no Brasil”, causando desaceleração da
economia. O site da BBC publicou esta semana que “já começam a crescer
as vozes divergentes que alertam sobre possíveis estouros de bolhas que
levem a uma desaceleração no Brasil”. O analista Neil Shearing disse que
“fundamentalmente, o ritmo e a natureza do crescimento brasileiro não são
sustentáveis”. “Entre os pontos de vulnerabilidade da economia brasileira
apontados por analistas estão questões como a expansão do crédito com
juros altos, a sobrevalorização do real, os riscos de inflação, o alto preço
das commodities e a valorização excessiva no mercado imobiliário nas
grandes cidades brasileiras” – mencionou a BBC. “O estouro da bolha de
crédito deve ser bastante grave e levar a economia a uma desaceleração”, analisou Amit Rajpal, do fundo de investimentos Marshall Wace. Em
artigo para o Financial Times, Rajpal e Paul Marhsall, diretor de
investimentos, alertam para o risco de uma crise no setor de crédito no
Brasil, citando um aumento dos gastos proporcionais das famílias
brasileiras com o pagamento de suas dívidas e a perspectiva de aumento
dessa proporção por conta dos juros em alta.”
Greves pipocam pelo Brasil
Os trabalhadores ameaçam com uma chuva de greves no segundo semestre deste ano, depois do sucesso da paralisação de 37 dias que garantiu aos metalúrgicos da Volkswagen, no Paraná, maior parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e aumento real de 2,5% para os salários.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que as paralisações vão "pipocar" a partir do mês que vem, quando mais de cinco milhões de trabalhadores estarão em campanha salarial. Ontem, cinco centrais sindicais anunciaram grandes manifestações.
- Vamos nos espelhar nos trabalhadores da Volks e até nos bombeiros do Rio e partir para a greve. Há um sentimento dos trabalhadores de que o Brasil cresceu e eles não receberam nada em troca. A massa salarial cresceu, mas o salário individual continuou o mesmo ou cresceu muito pouco - disse Paulinho.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que as paralisações vão "pipocar" a partir do mês que vem, quando mais de cinco milhões de trabalhadores estarão em campanha salarial. Ontem, cinco centrais sindicais anunciaram grandes manifestações.
- Vamos nos espelhar nos trabalhadores da Volks e até nos bombeiros do Rio e partir para a greve. Há um sentimento dos trabalhadores de que o Brasil cresceu e eles não receberam nada em troca. A massa salarial cresceu, mas o salário individual continuou o mesmo ou cresceu muito pouco - disse Paulinho.
Vá ao teatro: Sintappi sorteia ingressos para a peça “Chapeuzinho Vermelho - Essa História sua Vó não Contou”
Sucesso de público e crítica, a peça ““Chapeuzinho Vermelho - Essa História sua Vó não Contou” está em cartaz em curta temporada, aos sábados e domingoss, no teatro Valdemar de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz - Recife), numa produção da Trupe do Barulho.
A partir dessa semana o SINTAPPI-PE sorteará convites em diversas empresas, válidos para as apresentações do sábado e domingo próximos.
É mais uma promoção do SINTAPPI, que busca oferecer momentos de lazer e diversão aos seus associados.
A PEÇA
Nesta “adaptação”, Chapeuzinho cresceu, atingiu a maior idade, faz universidade, foi educada por uma mãe superprotetora e tem uma vovó debochada. E o Lobo? O Lobo, claro, está apaixonado por Chapeuzinho. A montagem tem o tom escrachado que já é a marca registrada da Trupe do Barulho, e também usa referências dos livros infantis e dos desenhos animados tanto na cenografia, como na sonoplastia.
O diretor, Manoel Constantino, ressalta que esta montagem teve um diferencial por se tratar de uma história que fala do desenvolvimento da sexualidade feminina e da descoberta do universo masculino. Na história da Chapeuzinho “modernosa”, a garotinha frequenta uma lan house e mantém contato, pela internet, com o Lobo Mau. E quando vai visitar a avó, que mora em Camaragibe, a garota encontra com o “rapaz” que faz de tudo para seduzi-la.
Serviço<>s
Chapeuzinho Vermelho, essa história sua vó não contou!
Teatro Valdemar de Oliveira
Sábados, às 21h e Domingos, às 20h
Informações: 3222 1200
Trabalhador ganha Central de Atendimento do MTE pelo número 158
A partir deste mês, o novo canal de atendimento ao cidadão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está operando em todo o país. Trata-se da Central de Atendimento gratuita 158 que atende questões sobre legislação trabalhista, seguro-desemprego e abono salarial, além de todos os programas sociais, ouvidoria e ações desenvolvidas pelo MTE. Anteriormente, as informações eram acessadas por dois canais telefônicos 0800. O serviço está disponível de segunda a sábado, das 7h às 19h.
As informações mais procuradas pelos cidadãos através da Central são sobre seguro-desemprego, com mais de 70% do total de ligações recebidas. Em segundo lugar aparece o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que auxilia o usuário no preenchimento de declarações, acertos, cancelamentos e outras ações necessárias. Diariamente, em média 36 mil pessoas procuram o 158 e têm suas perguntas respondidas pelo serviço eletrônico.
As informações mais procuradas pelos cidadãos através da Central são sobre seguro-desemprego, com mais de 70% do total de ligações recebidas. Em segundo lugar aparece o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que auxilia o usuário no preenchimento de declarações, acertos, cancelamentos e outras ações necessárias. Diariamente, em média 36 mil pessoas procuram o 158 e têm suas perguntas respondidas pelo serviço eletrônico.
Justiça trabalhista condena empresas por discriminação estética
Funcionários acima do peso, trabalhadoras que vestem minissaia e usam decote. Homens que têm barba, possuem cabelos compridos, tatuagem, usam piercing ou, simplesmente, são considerados fora do padrão estético. A Justiça trabalhista tem sido cada vez mais chamada a decidir os limites de interferência das companhias na aparência de seus empregados.
Os manuais de conduta, que algumas possuem, são aceitos pelo Judiciário e o descumprimento dessas orientações pode justificar demissões por justa causa. O Judiciário, no entanto, tem condenado as companhias pela chamada discriminação estética, quando essas exigências ultrapassam o que poderia ser considerado razoável.
O banco Bradesco, por exemplo, foi condenado recentemente por proibir o uso de barba por seus funcionários - vedação que chegou a constar no manual de regras da empresa, segundo o processo. A decisão do juiz Guilherme Ludwig, da 7ª Vara do Trabalho de Salvador determinou o pagamento de R$ 100 mil por dano moral à coletividade dos trabalhadores, a retirada da previsão do manual da instituição e a publicação de retratação em jornais locais.
A decisão foi tomada em uma ação civil pública ajuizada em fevereiro de 2008, pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O magistrado entendeu que a regra era abusiva e violaria o artigo 3º, inciso IV, da Constituição. O dispositivo proíbe preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Dessa decisão ainda cabe recurso.
Em uma outra ação contra o banco, um advogado que trabalhou no departamento jurídico da instituição também alegou discriminação estética pelo mesmo motivo. Segundo seu depoimento no processo, um de seus chefes falava, de forma reiterada e usual, na frente de colegas, que “barbicha”, não era coisa de homem”.
A 6ª Turma do TST, porém, não concedeu a indenização porque as testemunhas teriam entrado em contradição sobre quem seria o gerente responsável pela humilhação. Ainda assim, o ministro Augusto César Leite de Carvalho, relator do recurso, deixou claro em seu voto que “a exigência imposta pela empresa de trabalhar sem cavanhaque ou sem barba pode afetar o direito à liberdade, à intimidade, à imagem, previstos na Constituição”. O Bradesco, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comenta assunto sub judice.
Como não há regra que defina claramente em quais situações as empresas podem interferir na aparência de seus funcionários, as decisões têm sido tomadas a partir da aplicação de dois princípios constitucionais: dignidade da pessoa humana e razoabilidade, como afirma o juiz do trabalho Rogério Neiva Pinheiro, que atua em Brasília.
Em um caso julgado pela 5ª Turma do TST, os ministros entenderam que não seria abusiva a proibição do uso do piercing prevista no manual de regras do supermercado Atacadão, do grupo Carrefour, em São Paulo. “Uma vez que, se uma parte da população vê tal uso com absoluta normalidade, é de conhecimento público que outra parte não o aceita”, afirma o relator do processo, ministro Emmanoel Pereira.
Segundo a decisão, o supermercado, ao fixar normas, “busca não agredir nenhuma parcela de seu público consumidor e, por isso, tem o poder de estabelecer restrições”. Para os ministros, a empresa não teve outra alternativa senão demitir o empregado por justa causa, que, mesmo sabendo das regras, foi trabalhar com um piercing no lábio e não o retirou após repreensão da direção. A empresa informou, por meio da assessoria de imprensa, que prefere não comentar o assunto.
Para a advogada trabalhista Sônia Mascaro, do Amauri Mascaro Nascimento Advocacia Consultiva, somente se pode preterir determinados profissionais para uma função se houver justificativa plausível, caso contrário caracteriza-se discriminação. Ela lembra que a Convenção nº 111, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1958, ratificada pelo Brasil, já trazia previsão relativa à discriminação. Segundo a convenção, é discriminação todo o ato, fato comportamento que tenha por objetivo dar preferência ou excluir alguém.
Foi o que ocorreu com um professor de educação física obeso, de uma escola de Maringá (PR). Ele foi indenizado em R$ 10 mil ao alegar que foi chamado de gordo e de ser incapaz de ser bom professor de educação física. A decisão da 6ª Turma do TST foi unânime. Para o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga “deve a empresa cuidar para um ambiente de respeito com o trabalhador, não possibilitando posturas que evidenciem tratamento pejorativo, ainda mais em razão da condição física, o que traz sofrimento pessoal e íntimo ao empregado, pois além de ser gordo ainda tem colocado em dúvida a sua competência profissional”.
Uma trabalhadora das lojas C&A, em Curitiba, que alegou ter sido considerada feia e velha para os padrões estéticos da empresa também obteve indenização de R$ 30 mil no TST. Segundo testemunhas, seu superior teria dito que “ela era bonita do pescoço para cima, e do pescoço para baixo era feia”. Para a funcionária, a demissão aconteceu em função da idade e por critérios relacionados à aparência física. A trabalhadora foi contratada como vendedora aos 28 anos e demitida aos 38 anos. Em nota, a C&A informou que “preza pelo respeito e ética entre seus funcionários, clientes e fornecedores” e que investe constantemente em treinamentos para que não ocorram casos desta natureza.
O advogado João Marcelino, do escritório Tavares, Riemma e Advogados Associados, afirma que como todos esses julgados giram em torno do princípio da razoabilidade, tendo em vista que não há, no Brasil, regra legal estabelecendo critérios objetivos, as decisões dependerão muito do contexto. Ele explica, que a barba, por exemplo, poderia ser vetada caso o funcionário trabalhasse com alimentos. Por outro lado, a saia curta, que pode não ser recomendável em um ambiente como um escritório, pode ser aceita em outros locais.
Manual pode exigir padrão de roupa
A Justiça Trabalhista tem admitido o uso de manuais pelas companhias para estabelecer padrões de roupas para uso em ambientes de trabalho. Ao analisar o processo de uma digitadora da Brasilcenter Comunicações, prestadora de serviços de call center pertencente ao grupo Embratel, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi unânime ao entender que a companhia, com o poder diretivo dado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pode exigir que seus funcionários estejam vestidos de forma adequada ao serviços que prestam.
No caso, a funcionária alegou que a companhia exigia que ela usasse roupa social, sem determinação de cores, e sapatos fechados. Assim, pedia indenização para o pagamento de despesas com roupas. No entanto, os ministros entenderam que a própria funcionária admitiu que não era exigido uniforme - que daria direito ao pagamento dos valores gastos pela empresa - e que ela poderia utilizar essas roupas em outras ocasiões, fora do horário de trabalho. Segundo a decisão da relatora, ministra Rosa Maria Weber, “é razoável que a empresa proibisse o uso de decotes, alças, saias muito curtas, para que se construa um ambiente respeitável. Não há abuso de poder em tal atitude”. A decisão é de outubro de 2009.
Para a advogada trabalhista Sônia Mascaro, do Amauri Mascaro Nascimento Advocacia Consultiva, essa decisão do TST sinaliza que a empresa tem poder para estabelecer regras em relação ao vestuário de seus funcionários. “Até porque isso pode interferir na imagem da companhia”, diz. Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa da Embratel e da Brasilcenter informou que as empresas não comentam decisões judiciais.
Os manuais de conduta, que algumas possuem, são aceitos pelo Judiciário e o descumprimento dessas orientações pode justificar demissões por justa causa. O Judiciário, no entanto, tem condenado as companhias pela chamada discriminação estética, quando essas exigências ultrapassam o que poderia ser considerado razoável.
O banco Bradesco, por exemplo, foi condenado recentemente por proibir o uso de barba por seus funcionários - vedação que chegou a constar no manual de regras da empresa, segundo o processo. A decisão do juiz Guilherme Ludwig, da 7ª Vara do Trabalho de Salvador determinou o pagamento de R$ 100 mil por dano moral à coletividade dos trabalhadores, a retirada da previsão do manual da instituição e a publicação de retratação em jornais locais.
A decisão foi tomada em uma ação civil pública ajuizada em fevereiro de 2008, pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O magistrado entendeu que a regra era abusiva e violaria o artigo 3º, inciso IV, da Constituição. O dispositivo proíbe preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Dessa decisão ainda cabe recurso.
Em uma outra ação contra o banco, um advogado que trabalhou no departamento jurídico da instituição também alegou discriminação estética pelo mesmo motivo. Segundo seu depoimento no processo, um de seus chefes falava, de forma reiterada e usual, na frente de colegas, que “barbicha”, não era coisa de homem”.
A 6ª Turma do TST, porém, não concedeu a indenização porque as testemunhas teriam entrado em contradição sobre quem seria o gerente responsável pela humilhação. Ainda assim, o ministro Augusto César Leite de Carvalho, relator do recurso, deixou claro em seu voto que “a exigência imposta pela empresa de trabalhar sem cavanhaque ou sem barba pode afetar o direito à liberdade, à intimidade, à imagem, previstos na Constituição”. O Bradesco, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comenta assunto sub judice.
Como não há regra que defina claramente em quais situações as empresas podem interferir na aparência de seus funcionários, as decisões têm sido tomadas a partir da aplicação de dois princípios constitucionais: dignidade da pessoa humana e razoabilidade, como afirma o juiz do trabalho Rogério Neiva Pinheiro, que atua em Brasília.
Em um caso julgado pela 5ª Turma do TST, os ministros entenderam que não seria abusiva a proibição do uso do piercing prevista no manual de regras do supermercado Atacadão, do grupo Carrefour, em São Paulo. “Uma vez que, se uma parte da população vê tal uso com absoluta normalidade, é de conhecimento público que outra parte não o aceita”, afirma o relator do processo, ministro Emmanoel Pereira.
Segundo a decisão, o supermercado, ao fixar normas, “busca não agredir nenhuma parcela de seu público consumidor e, por isso, tem o poder de estabelecer restrições”. Para os ministros, a empresa não teve outra alternativa senão demitir o empregado por justa causa, que, mesmo sabendo das regras, foi trabalhar com um piercing no lábio e não o retirou após repreensão da direção. A empresa informou, por meio da assessoria de imprensa, que prefere não comentar o assunto.
Para a advogada trabalhista Sônia Mascaro, do Amauri Mascaro Nascimento Advocacia Consultiva, somente se pode preterir determinados profissionais para uma função se houver justificativa plausível, caso contrário caracteriza-se discriminação. Ela lembra que a Convenção nº 111, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1958, ratificada pelo Brasil, já trazia previsão relativa à discriminação. Segundo a convenção, é discriminação todo o ato, fato comportamento que tenha por objetivo dar preferência ou excluir alguém.
Foi o que ocorreu com um professor de educação física obeso, de uma escola de Maringá (PR). Ele foi indenizado em R$ 10 mil ao alegar que foi chamado de gordo e de ser incapaz de ser bom professor de educação física. A decisão da 6ª Turma do TST foi unânime. Para o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga “deve a empresa cuidar para um ambiente de respeito com o trabalhador, não possibilitando posturas que evidenciem tratamento pejorativo, ainda mais em razão da condição física, o que traz sofrimento pessoal e íntimo ao empregado, pois além de ser gordo ainda tem colocado em dúvida a sua competência profissional”.
Uma trabalhadora das lojas C&A, em Curitiba, que alegou ter sido considerada feia e velha para os padrões estéticos da empresa também obteve indenização de R$ 30 mil no TST. Segundo testemunhas, seu superior teria dito que “ela era bonita do pescoço para cima, e do pescoço para baixo era feia”. Para a funcionária, a demissão aconteceu em função da idade e por critérios relacionados à aparência física. A trabalhadora foi contratada como vendedora aos 28 anos e demitida aos 38 anos. Em nota, a C&A informou que “preza pelo respeito e ética entre seus funcionários, clientes e fornecedores” e que investe constantemente em treinamentos para que não ocorram casos desta natureza.
O advogado João Marcelino, do escritório Tavares, Riemma e Advogados Associados, afirma que como todos esses julgados giram em torno do princípio da razoabilidade, tendo em vista que não há, no Brasil, regra legal estabelecendo critérios objetivos, as decisões dependerão muito do contexto. Ele explica, que a barba, por exemplo, poderia ser vetada caso o funcionário trabalhasse com alimentos. Por outro lado, a saia curta, que pode não ser recomendável em um ambiente como um escritório, pode ser aceita em outros locais.
Manual pode exigir padrão de roupa
A Justiça Trabalhista tem admitido o uso de manuais pelas companhias para estabelecer padrões de roupas para uso em ambientes de trabalho. Ao analisar o processo de uma digitadora da Brasilcenter Comunicações, prestadora de serviços de call center pertencente ao grupo Embratel, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi unânime ao entender que a companhia, com o poder diretivo dado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pode exigir que seus funcionários estejam vestidos de forma adequada ao serviços que prestam.
No caso, a funcionária alegou que a companhia exigia que ela usasse roupa social, sem determinação de cores, e sapatos fechados. Assim, pedia indenização para o pagamento de despesas com roupas. No entanto, os ministros entenderam que a própria funcionária admitiu que não era exigido uniforme - que daria direito ao pagamento dos valores gastos pela empresa - e que ela poderia utilizar essas roupas em outras ocasiões, fora do horário de trabalho. Segundo a decisão da relatora, ministra Rosa Maria Weber, “é razoável que a empresa proibisse o uso de decotes, alças, saias muito curtas, para que se construa um ambiente respeitável. Não há abuso de poder em tal atitude”. A decisão é de outubro de 2009.
Para a advogada trabalhista Sônia Mascaro, do Amauri Mascaro Nascimento Advocacia Consultiva, essa decisão do TST sinaliza que a empresa tem poder para estabelecer regras em relação ao vestuário de seus funcionários. “Até porque isso pode interferir na imagem da companhia”, diz. Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa da Embratel e da Brasilcenter informou que as empresas não comentam decisões judiciais.
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